Mensagem de Despedida do Trabalho

31 10 2011

Segue abaixo e-mail de despedida que enviei para o pessoal do trabalho no meu último dia.
Só para esclarecer, ironizei um pouco pois tem um cara do trampo que sempre zoua os textos de despedida, então dei uma cutucada. Calma, por termos sido uma equipe muito sem noção, todos levaram para o lado positivo.

Bowring,

Diferentemente do clichê clássico e nada original, já conhecido, previsto e presenciado por todos vocês em mensagens de despedida, esta mensagem não é só composta de meros versos dissertativos para persuadi-los a compreender a razão do meu desligamento. Este e-mail é (in)felizmente e por hora, a justificativa referente ao encerramento definitivo do meu expediente na Bowring Marsh.

Não quero polemizar e me precipitar, mas antes que alguém o faça por mim, quero deixá-los livres para subentenderem como vocês bem quiserem a minha mensagem abaixo.

Fique a vontade para comentar e eternizar minha despedida. Na verdade, este e-mail trata-se mais de uma reflexão pessoal do que uma mensagem de despedida calcada na expectativa de um feedback morfológico, literário, sintáxico e/ou sarcástico por parte de vocês. Então, fique a vontade para questionar, zombar, parodiar, parafrasear, zoar, criticar, censurar, julgar, “xenofobizar”, objurgar ou mesmo tentar desmoralizar e recriminar a minha mensagem de despedida. Somos livres e iguais em dignidade e em direitos. Devido a esse livre arbítrio poético que se é impetrado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas, eu aprendi a não me importar com as brincadeirinhas alheias, porém aprendi também que a nossa moral consiste em fazer prevalecer os nossos instintos simpáticos sobre os nossos impulsos egoístas, me levando a conclusão que uma língua afiada não significa necessariamente que você tenha uma mente interessante.

Eu nunca tive ninguém para me impor limites. As poucas advertências que ouvi foram dadas quase sempre em tons de conselhos. Quando não, eu tinha liberdade para sempre responder no mesmo tom. Meus amigos diziam que eu tinha sorte de não ter hora para chegar, de não ter mãe ciumenta, de ter um pai tão compreensivo. Enfim, isso não justifica as escolhas que fiz e a forma como delineei meu caráter, mas o fato é que eu realmente não tinha limites se não aqueles que eu mesmo determinava. Logo, a única coisa que sempre me ficou clara é de que me faltava amadurecer profissionalmente. E muito!

Estou indo para uma nova empreitada na vida. Depois de 10 meses neste espaço, percebo que chegou a hora de partir para um novo negócio que, acredito, trará os meus sonhos para mais perto de mim.

Em todo esse tempo que trabalhei por aqui, tive experiências fantásticas, desafiadoras e interessantes. Confesso que também tive fases não tão boas, mas sempre estive disposto a crescer. Depois fui sendo sorrateiramente reconhecido e ganhando mais responsabilidades. Cada vez mais tinha de aprender e fazer. Estive sempre disposto a melhorar, ainda que com o passar dos meses viesse percebendo que estava afastando-me dos meus grandes sonhos. E o homem é o que sonha.

No entanto, como sujeitos a novos desafios, tive uma proposta e, decidindo segui-la, pretendo buscar novas estratégias e perseguir novos resultados. Só conseguirei isso se eu for atrás da oportunidade que estou tendo. E assim o farei. Infelizmente, a vida é realmente um eterno “deixar para trás”.

Dramatizando suavemente, a partir de agora desenvolverei melhor os meus pontos fracos e passarei a trabalhar melhor a minha vida, focando em meus anseios, desejos e virtudes. Fiquei receoso de constatar o que sobra da “gente” quando tomamos atitudes que mudam completamente o rumo de nossas vidas. E isso tudo muda muito para mim. Por outro lado também fiquei feliz porque hoje, sinceramente, acho que até as minhas próprias vontades soam razoavelmente justas.

Despeço-me metaforicamente também de mim mesmo, com a saudade dos acertos e com a fé e a esperança de somente repeti-los. Deixarei de lado os erros que cometi e todos aqueles que eu poderia vir a cometer. Desculpe-me se alguma vez não atingi as expectativas desejadas.

Contudo, confesso que meu poder de síntese não é tão perfeito que permitisse reduzir e ou resumir tudo que gostaria de falar. Neste momento tão especial, procuro entre as palavras aquela que melhor exprime meu sentimento, e só encontro uma: obrigado! Obrigado a todos vocês que me acompanharam com paciência e estímulo, procurando amenizar minha ansiedade em cada desafio ou problema, mantendo-me firme diante dos obstáculos.

Obrigado por todos os momentos que tivemos, pelos puxões de orelhas, “elasticadas” na cabeça, aniversários, almoços, confraternizações, caronas, chocolates, pelas amizades que construímos e pelo profissionalismo agregado.

Olho para tudo isso hoje certo de que isso vai me confortar ao longo dos dias e estou seguro de que esse sentimento continua sendo a coisa mais sincera que eu já tive ao longo dos meus 23 anos. Tenho orgulho da gente por tornar o mundo tão mais capaz de ser do bem. Vocês são excelentes.

Eu tenho a certeza que vocês torcem pelo meu sucesso assim como torço pelo de vocês. Quem pelo menos busca e vence obstáculos como a gente, no mínimo fará coisas admiráveis.

Obrigado mais uma vez.

Até breve!

Um abraço,

Dante S.





ORADOR DA TURMA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS

18 07 2011

Inicialmente quero agradecer pela oportunidade que me foi conferida para representar a turma nesse ato. Quero dizer que me sinto muito honrado por se tratar de uma turma diferenciada numa Instituição diferenciada. Tenho consciência da responsabilidade que significa representar este grupo formado por lideranças que se dedicaram para o constante aperfeiçoamento da Instituição.

 

Caros Formandos,

Nós ingressamos na carreira profissional em um momento muito especial, que se projeta como verdadeiro ponto de inflexão na história do país e da Humanidade. Um momento em que a velocidade vertiginosa do progresso técnico e tecnológico é acompanhada por irreversível processo de globalização econômica. Como pano de fundo, há uma nova realidade política mundial, que se vem desenhando a partir do fim da confrontação ideológica. É fato que estes novos tempos trazem desafios adicionais e implicam, forçosamente, novas demandas em termos de atuação externa. E é ai que nós entramos!

São tempos de diplomacia pública; tempos de universalização econômica e de grandes temas globais; tempos de grandes movimentações transfronteiriças de pessoas, bens e capitais; tempos, enfim, da informação imediata, em tempo real, sobre os principais acontecimentos mundiais. Mais do que nunca, se exigirá de nós, internacionalistas, que façamos uso da visão ampla e articulada que possuímos dos interesses nacionais no plano externo.

É sabido que o processo de globalização, que vem gerando riquezas como jamais se viu em época anterior do desenvolvimento humano, traz também um elemento de exacerbação da competitividade, em vários níveis. Isso não transforma as relações internacionais em um jogo de soma zero, uma vez que não é preciso que o progresso de uns se dê necessariamente em detrimento dos demais. Mas aumenta os riscos de exclusão daqueles que não são capazes de integrar-se nos fluxos internacionais e reforça a constatação de que sem estabilidade interna – política, econômica e social – um país não pode aspirar a uma projeção internacional positiva. Em relações internacionais não há – não pode haver – passes de mágica ou exercícios de ilusionismo. O país estabelece os limites e as possibilidades da atuação externa. Procurar dissociar a dimensão externa da interna é artificial, ilusório e contraproducente.

Caberá a nós, jovens internacionalistas que se formam, juntarmo-nos à equipe de um Brasil que busca ativamente, com realismo e responsabilidade, uma presença internacional compatível com suas dimensões objetivas e com seu progresso recente; um Brasil ciente de suas dificuldades e do muito que ainda tem a avançar, mas ciente também de sua grandeza; um Brasil sem veleidades de poder mas também sem complexos ou inibições injustificadas.

O Brasil é respeitado, externamente, por sua sólida tradição de apego à paz e de repúdio à guerra e à violência. Não podemos aceitar, em nenhuma hipótese, que a paz e a primazia do diálogo – princípios básicos de nossa atuação externa – pareçam objetivos inatingíveis no plano interno, porém, acredito estarmos preparados para tudo isto.

E por falar em estarmos preparados…

Não é um trabalho simples e fácil colocar em palavras o que gostaríamos de dizer àqueles que nos deram a vida. Nada do que está ocorrendo hoje seria possível se não fosse por vocês, pais e mães. A presença de vocês, perto ou longe, pais de alma, de coração, ou de sangue foi muito importante. Tudo o que nos tornamos hoje devemos a vocês: nossos primeiros professores e primeiros heróis. Aprendemos com os nossos pais um amor sem igual. Acredito cegamente que o que temos de mais valioso, aprendemos com o altruísmo deles. Aprendemos que não há arrependimento quando a dedicação é sincera, quando o amor é real. Nestes 4 anos (ou mais), começamos a ditar um pouco mais a regra para não enlouquecermos sem justificativas. Deixamos de ser tão arbitrários. Foi o ano de deixar o tempo tocar um pouco a vida para encontrarmos, ainda inteiros, a saída, no futuro, que nós elegemos.

Após muita reflexão percebi a impossibilidade de minha missão aqui… pois não existe discurso; não existem palavras suficientemente boas e adequadas que pudessem ser consideradas uma homenagem digna a vocês. Neste momento tão especial, procuro entre as palavras aquela que melhor exprime esta emoção, e só encontro uma: obrigado! Obrigado a vocês que nos acompanharam com carinho e estímulo, procurando amenizar nossa ansiedade em cada telefonema ou rosto desanimado, mantendo-nos firmes diante dos obstáculos.

Obrigado também àqueles que distantes nos acompanharam e sonharam viver este dia e que agora, em algum lugar muito bonito, estão felizes pela nossa VITÓRIA.

E por falar em vitória…

Sinto-me pessoalmente honrado pelo fato de termos eleito como Professor Homenageado, a Profa. Luciene Godoy. Intelectual brilhante e referência imprescindível dentro da moderna economia nacional, essa grande brasileira legou-nos lições que devem servir de inspiração a todos: uma trajetória acadêmica marcada pela honestidade e simplicidade mais absoluta e a coerência de todo um carisma enfatizado pelo sorriso mais contagiante e sincero.

É sintomático, e por todos os títulos alvissareiros, que a cerimônia de hoje apresente como Paraninfo, o Prof. E Coordenador Demétrius Cesario Pereira, educador inigualável, dotado da paciência mais legítima e do conhecimento mais nobre. Ao corpo docente, só temos que agradecer. Contudo, confesso que meu poder de síntese não é tão perfeito que permitisse reduzir e ou resumir tudo que gostaria de falar. Formaram uma equipe forte, sempre nos apoiando, ouvindo e nos criticando – quando necessário. Deram-nos a oportunidade de nos tornarmos bacharéis de Relações Internacionais. Além do bacharelado em Relações Internacionais e graças a estes mestres, julgamo-nos ainda cidadãos mais esclarecidos. Queremos assim melhorar a consciência do nosso país, lutar por um Brasil melhor e mais digno. Temos a certeza de que a educação é fundamental para esse desenvolvimento.

Ficará a saudade desses anos de faculdade, dos amigos, das aulas, das provas, das noites sem dormir, das festas, dos momentos de angústias, de alegria, de realização, surtos de stress, ansiedade, revoltas… de tudo aquilo que contamos os dias para acabar – e que hoje, acabou.

O conhecimento profundo do próprio país é matéria básica e insubstituível para o bom desempenho das importantes funções que nos são exigidas. Aonde quer que estejamos, para sermos dignos de nossos títulos, devemos nos concentrar e nos dedicar às nossas escolhas, sejam estas certas ou incertas, com o único intuito de conseguirmos nos realizar profissionalmente e pessoalmente. Não apenas conquistamos um direito, temos o dever de exercê-lo. Estamos preparados para isto.

Há alguns anos atrás, traçamos este objetivo e iniciamos nossa caminhada, hoje um sentimento de realização nos invade e podemos dizer: A MISSÃO FOI CUMPRIDA. O diploma que recebemos hoje, é o reflexo de mais ou menos 3 mil páginas. Foram os 4 anos em que lemos o maior número de livros até hoje. Dormimos com eles, passamos a conhecê-los tão bem que os tratamos como amigos. Pesados volumes, páginas sublinhadas, dobradas e anotadas. Multas na biblioteca. Alguém aqui também já ficou 8 meses com um livro da biblioteca e teve que doar quase 100 kg de chocolate para não pagar a multa? Pois é… Fomos aprovados em 104 avaliações referentes a 53 matérias, sem contar as provas de exames, dependências e o estressante TCC. E sem contar também o número de xerox das aulas perdidas e/ou dormidas. Só eu tenho 673 folhas de caderno, 1.346 páginas escritas a mão.

Tempo perdido? Foram aproximadamente 1440 aulas para analisar e compreender o sistema internacional e a sociedade em si.

É por todos estes detalhes, que peço a todos nós, recém formados, que nos orgulhemos da nossa conquista, da nossa profissão e que vocês também se orgulhem, da formação recebida. Estamos preparados para os desafios que virão. Tenham a certeza de que somos bons profissionais e seremos ainda melhores amanhã. Só depende de nós.

À todos nós muito sucesso.

Obrigado e boa noite.





Vamos supor…

6 06 2011

Então tá bom. Vai ser assim, vamos ficar assim. Afinal, não parece fazer diferença nenhuma para nenhum dos dois, não é mesmo?
Eu te conheço há um pouco mais de 7 anos. SIM! 7 anos.

Éramos meros adolescentes, desempregados por opção. Tudo era simples, todos fielmente amigos. Eu não sei se Deus faz a gente passar por essas situações para ver se a gente aguenta o tranco de perder alguém. Será? Eu não sei se acredito em destino, se acredito em acaso… o que vier, veio… se não vier, tá bom também. Vamos deixar de prever. “Deixa estar que o que for pra ser vigora?” Se pá!
A gente passa muito tempo criando expectativas em vão, de situações estúpidas, de brigas idiotas, de intrigas desnecessárias.
Eu acho tanta coisa que não acho mais nada, no final. Eu penso em tanta coisa, em tantas verdades, tantos segredos, tanta amizade… tantos apuros… eu penso tanto em como era bom não viver essa tua ausência, esse nosso ‘silêncio’. Eu penso muito.
Eu sempre achei que as minhas amizades sempre deram certo porque eu sempre fiz muita questão de não deixa-las acabar; porque eu sempre fiz muita questão de correr atrás, mostrar o lado bom das coisas, perceber os detalhes que hoje, você mesmo negando, teima em esquecer.
Isso não é um pedido de desculpas. É um desabafo. É que hoje eu me peguei pensando em todas as coisas, em todos os amigos… e se você morresse? Você já pensou nisso? Você já pensou se EU morresse? Muito drama né? Bem típico de ariano, bem do jeito que você [e o resto do mundo] sempre me rotularam – o dramático, exagerado. Mas você já parou para pensar, em como seriamos infelizes para o resto da vida, amargurando um sentimento que não pudemos deixar claro, que não pudemos expor? Não é impossível morrer. O orgulho pode falar alto, a raiva, ou sei lá o que, mas eu sentiria muito a tua falta. Muita! A gente não está preparado para lidar com essas coisas, não estamos pensando se isso acontecesse, como agiríamos… como nos arrependeríamos de ter usado esse tempo tão sagrado, nos calando. A verdade, é que somos tão mesquinhos, e tão inseguros de si, que a gente não pensa nisso. A gente não vê as coisas como gente grande. A gente não tenta imaginar como seria esse sofrimento. Hoje eu imaginei… e te digo mais, chorei.

Então ok, vamos supor que eu não te ame como amigo, e que eu não te queria bem. No mínimo eu estaria perdendo meu tempo aqui, escrevendo toda essa ‘baboseira’ todo esse nonsense… em luta por uma causa já perdida.
Então vamos supor, que além de não te amar, eu seja esse cara que você colocou na tua cabeça que eu sou. Vamos supor que eu não mereça tua amizade e nem você a minha. Vamos supor que além de eu não te amar, eu não tivesse tido muito orgulho de ter te conhecido, ter compartilhado meus melhores momentos, minhas tristezas, minhas dúvidas, minhas raivas. Vamos supor que eu não era tão íntimo assim.
Vamos supor, que além de sermos extremamente orgulhosos, ainda somos o pouco que resta, de uma parcela minúscula que sobrou na cidade. Vamos supor também que (chutando baixo) os 335 amigos que temos em comum, sejam mera coincidência de duas pessoas que nunca se conheceram. Coincidência esta, que nós conquistamos muita vezes juntos. Vamos supor que a gente não se conheça mais e que eu só esteja parafraseando sonhos.
Vamos supor também, que a gente não conheça nossas famílias, que eu não gostasse da tua família e que você de fato, não é ninguém para mim.
Vamos supor que eu seja o filho da puta que você encanou que eu seja, o falso, o prepotente, o mudado, o louco, o sem noção, enfim, aquele que você julga com extrema facilidade.
Ok, depois de supor tantas coisas, vamos subentender que tudo é muito exagerado, muito mentira da minha parte e que a gente não é porra nenhuma, nem amigo, nem colegas, nem conhecidos. Vamos supor que somos estranhos.

Então, acreditando que você supostamente acredita que eu seja tudo que há de pior na face da Terra, eu perceba que mais uma vez abri mão do meu orgulho e dei a cara a tapa pra me foder mais um pouquinho para alguém que está pouco se fodendo pra mim. Vamos supor que eu acredite nisso também.

Acho que é porque, sobretudo, nada modestamente, posso dizer que nossa rotina é de colecionar orgulhos. Olhar para isso tudo e ver a medida exata do quanto de esforço empenhamos para esquecer tudo de tudo que vivemos. Ou como simplesmente a gente explicitamente estagna isso é também uma escolha muito bem pensada.

Muito desnecessária.

À certa altura tudo é assim, condizente com uma parte de nós.

Boa noite.

 





Loucuras minhas?

12 05 2011

Hoje eu tive algumas certezas na minha vida e, por isso, resolvi tornar público para que eu possa me lembrar pro resto da minha vida de todas as lições que tenho aprendido com a dor. Pode ser que um dia você se estranhe com alguém. Que você fique chateado, humilhado por causa de algum amigo que chega a ter até vontade de por tudo a perder, de dizer as verdades mais absurdas, de jogar na cara o que não se deve. Mas pode não ser o fim de tudo.

Eu aprendi, através da dor e do desprezo, que as amizades verdadeiras sempre se entendem, ou sempre tendem a se acertar. Pode ser o motivo mais idiota ou mais sério. Pondere! Hoje eu percebi, que os momentos bons, superaram os momentos ruins. Pode ser o absurdo que for, pense no tempo, na amizade, nas conquistas, nos perrengues, no dia-a-dia. Pense se você conseguiria seguir uma vida sem esse amigo. Pense e reflita se ele ainda pensa em você. Depois de um bom tempo não sendo ninguém, para ninguém, hoje eu percebi de fato, que se fossemos mais seguros e maduros, os problemas não existiriam.

Hoje, eu percebi, que me falta muito mais segurança e maturidade da qual eu acho que possuo. Hoje me falta ser mais eu. A verdade é que ninguém nunca soube imaginar o que é ser eu. Ninguém nunca viveu dentro de mim. Ninguém soube o que é lidar com o desprezo da forma que eu lido, ninguém sabe enxergar as coisas do meu ponto de vista. E fui eu quem não aprendeu a enxergar as coisas do modo que elas são.

Eu passei muitos anos da minha vida sendo intitulado como alguém que eu realmente gostaria, no fundo, de ser, mas acho que não sou. Eu tive o privilégio de conviver com as melhores pessoas que eu poderia ter convivido, ter estudado em um colégio bom, em uma faculdade boa e agora em uma pós também. No final das contas, eu me pergunto, se ser inteligente como vocês me julgam, vai de fato, me ensinar um dia a lidar melhor com meus sentimentos. Eu me pergunto, se ser intelectualmente maduro demais pra minha idade, vai me fazer raciocinar mais e usar menos o impulso.

 Eu me pego pensando em tantas coisas, em tantas hipóteses, e me vejo desistindo de muitos sonhos.

Às vezes a gente acha que se apaixona por alguém, que ama alguém e sofre por esse alguém. A gente chora, fica com o coração apertado, quer saber da vida da pessoa, o que ela faz, onde está, se está bem. Prejudica os outros sem querer. A gente de fecha. Hoje eu aprendi que isso não te leva a nada. Eu aprendi que tentar afastar duas pessoas (não que eu tenha feito isso), as aproxima. Eu aprendi que sou inseguro, impulsivo, encanado, possessivo e egoísta. O pior de tudo isso, é que ter reconhecido meus defeitos, não me fez aprender a corrigi-los e não sei se um dia serei capaz. Hoje eu também aprendi que falam demais da minhavida. Que as vezes você acha que tem amigos, e só tem colegas.

Aprendi também que confiar em determinadas pessoas não significa que ela vai confiar em você, ou que ela vai fazer jus á confiança recebida. Eu aprendi que o ser humano é, de fato, mesquinho, sangue-frio. Que ninguém é simpático a dor dos outros, que ninguém humaniza teu sofrimento e que as pessoas irão, sim, mentir na tua cara. A partir daí, eu aprendi que devo separar as pessoas que são pra balada, e as pessoas que vão seguir a vida comigo. Aprendi que vamos engloir sapos mais do que pensávamos, que vamos sofrer em silêncio mais do que imaginávamos e que, na verdade, tudo isso é um ciclo e vai acontecer com todo mundo. Aprendi que ninguém ta nem ai se você gosta de fulano, beltrano…

Eu descobri, por estes motivos, que não sou só eu que penso só em mim. Eu percebi, que as vezes o que antes era só “loucura minha” se tornou realidade e que toda essa minha “loucura” exagerada não passavam de intuições bem pensadas. Pois é. Eu era o louco, não é? E aconteceu do jeito que eu falava, do jeito que a gente brigava. Eu descobri que as pessoas podem ou não, comer pela beirada e que mesmo negando, aproveitam das situações. Mas hoje, eu não julgo mais. Hoje já morreu. Hoje o que era superficial, como isto tudo, ficou para trás.

E fui percebendo, ao longo desta tarde do dia 12 de maio de 2011, que as pessoas cagam e andam pra você, e não se limpam. Percebi que esse mundo calejado já não tem mais volta e que vai depender de mim, sair ou não dele. Eu percebi que não existe amizade, carinho, compaixão quando existe interesse e egocentrismo.

Confesso que me prejudiquei por também usar o egocentrismo a meu favor. Mas jamais fiz alguém sofrer por isso. JAMAIS!

Eu aprendi que fazer parte de tudo isso, com certeza, vai me fazer um homem melhor, mais maduro e menos iludido num futuro bem próximo.

“Louco não é o homem que perdeu a razão. Louco é o homem que perdeu tudo menos a razão.”

Que a verdade seja dita.

Obrigado.





Pessoas vem e vão, mas as lembranças são para sempre.

22 01 2011

Um dia, assim, sem mais nem menos, espero te encontrar. Não vou te cobrar explicações; nem te dizer o que eu guardei dentro de mim desde aquele dia.

Não vou falar das vezes que olhei para o teto e me peguei pensando em você, em tudo aquilo que eu queria te dizer.

Nem espero que você me diga aquelas coisas que um dia sonhei que dissesse… E nem que você pessa perdão por aquilo que me fez acreditar.

Não direi que senti falta dos seus beijos, e que nenhum outro foi igual.

Não vou inventar outras paixões, e nem mentir sobre outros amores.

Não quero perguntar como está o seu “amor”, e nem quero que toque nesse assunto. Aliás, não falaremos de amor, ok?

Não vou lembrar da nossa música, não vou cantá-la para você, e muito menos mencionar que nunca mais a escutei. Porque não quis.

Não quero saber se você foi feliz aqueles minutos, nem o que representei para você. Não vou olhar nos seus olhos, e nem ouse me fazer lembrar do que passamos.

Não será bom relembrar.

Nunca mais passarei pela sua casa. Não vou lembrar da nossa falta de assunto, sem falar das risadas fora de hora.

Lembra daquele dia? … não, não diga que sentiu saudades. Não minta para mim!

Não tente me explicar porque foi ‘embora’, não quero saber de novo. Você já foi!

Não me diga o nome dele, e nem me pergunte quem é “ela”.

Só me abrace, se quiser. Finja que nada aconteceu. Me diga oi, e finja que acabou de me conhecer.

Não faça com que eu lembre que você se foi, e sim que você um dia veio.

Não tenho mais medo de te dizer nada disso, o único medo que sinto é de aceitar que você se esqueceu de muita coisa. Esqueceu que eu fazia de tudo para estar por perto, como você gostava quando eu segurava a sua mão na hora de dormir. E pior, não perceber que não é porque você não está mentalmente madura para lidar com o sentimento alheio, que você não possa mudar.

Não tenho tempo para te esperar a crescer, entender e depois decidir. É impressionante pensar que depois de tanto tempo você seria a pessoa que diretamente mais me decepcionaria.

Enfim, quando todo mundo te criticou eu te defendi, quando você pediu eu te ouvi, não espero mais nada de você!

Nem posso, nem devo… nem quero!





Pessoas vem e vão, mas as lembranças são para sempre.

19 01 2011

Buscando eliminar todos os bloqueios que atrapalham minha evolução, dedicarei alguns minutos para perdoar. A partir deste momento, eu perdôo todas as pessoas que de alguma forma me ofenderam, injuriaram, prejudicaram ou causaram dificuldades desnecessárias. Perdôo, sinceramente, quem me rejeitou, odiou, abandonou, traiu, ridicularizou, humilhou, amedrontou, iludiu.

Perdôo, especialmente, quem me provocou até que eu perdesse a paciência e reagisse violentamente, para depois me fazer sentir vergonha, remorso e culpa inadequada. Reconheço, que também fui responsável pelas agressões que recebi, pois várias vezes confiei em indivíduos negativos, permiti que me fizessem de bobo e descarregassem sobre mim seu mau caráter. Por longos anos suportei maus tratos, humilhações, perdendo tempo e energia, na tentativa inútil de conseguir um bom relacionamento com essas criaturas.

Já estou livre da necessidade compulsiva de sofrer, e livre da obrigação de conviver com indivíduos e ambientes tóxicos. Iniciei agora, uma nova etapa de minha vida, em companhia de gente amiga, sadia e competente: quero compartilhar sentimentos nobres, enquanto trabalhamos pelo progresso de todos nós.

Jamais voltarei a me queixar, falando sobre mágoas e pessoas negativas. Se por acaso pensar nelas, lembrarei que já estão perdoadas e descartadas de minha vida íntima definitivamente. Agradeço pelas dificuldades que essas pessoas me causaram, que me ajudaram a evoluir, do nível humano comum ao espiritualizado em que estou agora.

Quando me lembrar das pessoas que me fizeram sofrer, procurarei valorizar suas boas qualidades e pedirei ao Criador que as perdoe também, evitando que sejam castigadas pela lei da causa e efeito, nesta vida ou em outras futuras. Dou razão a todas as pessoas que rejeitaram o meu amor e minhas boas intenções, pois reconheço que é um direito que assiste a cada um me repelir, não me corresponder e me afastar de suas vidas.
Agora, sinceramente, peço perdão a todas as pessoas a quem, de alguma forma, consciente e inconscientemente, eu ofendi, injuriei, prejudiquei ou desagradei. Analisando e fazendo julgamento de tudo que realizei ao longo de toda a minha vida, vejo que o valor das minhas boas ações é suficiente para pagar todas as minhas dívidas e resgatar todas as minhas culpas, deixando um saldo positivo a meu favor.

Assim seja, assim é e assim será.






“Deixe estar que o que for para ser vigora…”

25 11 2010

Já nos vimos inúmeras vezes, mas é incrível como ainda reside naquele sorriso um ineditismo fascinante. Quando eu acho que já falamos de tudo, que já fizemos tanto, me salta aos olhos um jeito cada vez mais especial de nos descobrir, de nos identificar e de, principalmente, compartilhar mundos tão diferentes, mas com políticas tão semelhantes. Olho para tudo isso hoje certo de que isso vai me confortar ao longo dos dias e estive seguro de esse sentimento continua sendo a coisa mais sincera que eu já tive ao longo dos meus 22 anos. Tive orgulho da gente por tornar o mundo tão mais capaz de ser do bem.

À certa altura da minha confusão mental de ontem tentei pensar em inúmeras coisas sinceras para dizer, mas a verdade é que eu precisava saber é se o meu silêncio de repente cairia bem. Fiquei receoso de constatar o que sobra da gente quando nossas discussões se esvaem. Por outro lado também fiquei feliz porque hoje, sinceramente, acho até que as minhas próprias bobeiras soam razoavelmente  justas.

E, ao final do dia, tive uma dessas surpresas infalíveis, porque, afinal, os deuses vendem quando dão. A sintonia é tanta que quando a gente se ausenta, o mundo inteiro comprime pra gente se aproximar. Das contáveis pessoas a quem fui fiel na vida, essa pessoa ainda tem a alcunha de ser uma das minhas poucas salvaguardas intactas.

Eu só tenho que te agradecer mesmo!

 

Obrigado!!!!!